Coaching é a solução para o sucesso

Se há um tipo de profissional que tem tudo a ver com o mundo de hoje, esse é o coach. Literalmente, um treinador. Mas é mais do que isso – daí a manutenção do termo original. É um orientador – de carreiras e até de aspectos da vida pessoal, sempre visando a um crescimento profissional e humano. Nesse ofício, Andrea Ceneviva é top. Uma das mais requisitadas coaches do mercado, já teve como  coachees (sim, essa é a palavra) centenas de importantes executivos e CEOs – que aprenderam com ela o que achavam que já sabiam, no sentido de se tornarem líderes multifuncionais. GoWhere Business foi coachee de Andrea nesta entrevista. Como ela costuma dizer, citando Leonardo da Vinci, “aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende”.

Por: Celso Arnaldo Araujo

GW: Antigamente não havia coaches – e se formavam grandes empreendedores e executivos…
AC: De alguma forma, em algum lugar, eles buscavam um mentor – às vezes, o pai, nas empresas familiares. Pergunte aos jovens quem são seus heróis. Estamos escassos de heróis. Os jovens que hoje despontam no mercado frequentemente se perguntam – é isso o que eu quero para mim? O processo de coaching é muito rico porque tem muitas ferramentas – ou seja, os testes que o coach aplica a seu coachee.

GW: O coaching é um treinamento?
AC: O que o coach faz com seu coachee? Faz muitas perguntas, para buscar o que ele realmente quer na vida. Com essas perguntas, você estimula o coachee a pensar. O coach não dá o caminho. Ele desamarra alguns nós. O processo leva de 10 a 12 sessões, com intervalos máximos de 15 dias, e tem começo, meio e fim. Vamos juntos descobrir qual é o estado desejado: o coachee quer ser uma pessoa melhor, quer emagrecer, quer até encontrar um grande amor – nesse caso, tenta-se descobrir por que ele não está aberto, por que está se sabotando.

GW: Já descobriu uma orientação sexual que o cliente não assumia?
AC: Já – e foi emocionante, através de uma ferramenta muito bacana, na oitava sessão.

GW: Há o risco de o coachee ficar dependente do coach?
AC: Costumo dizer: uma vez coach, eternamente coach. Meus coachees não me deixam, nem eu os deixo. Mas não é uma dependência, porque não estimulo. Deve haver começo, meio e fim – embora se estabeleça uma certa amizade, dado o contrato de confiança.

GW: Mas aspectos pessoais da vida do coachee podem interferir na carreira, impedindo seu crescimento?
AC: Sim, quando ele não consegue evoluir na empresa porque sabota a si mesmo – até por conta de sua criação familiar, etc. Mas o processo de coaching tem algo muito importante: a gente não mexe no passado. A gente vive o presente e se projeta para o futuro – embora naturalmente aflorem algumas coisas. Há CEOs, por exemplo, que pensam em largar tudo por um período sabático ou saltar de para-quedas – porque estão aflitos. Eu os oriento para o melhor aproveitamento desse período – ou aconselho a não fazê-lo.

GW: Como o futuro coachee chega até você?
AC: A maioria por indicação de outro coachee. Já tive quatro coachees de início de carreira, que acabaram de sair da faculdade e não sabiam que caminho seguir – um indicou ao outro.

GW: E o executivo da terceira idade?
AC: Ele quer entender se merece ficar em casa sem fazer nada. Também atendi membros de uma confraria de vinhos, que já foram altos executivos ou donos de grandes empresas. Eles já viajaram o mundo e, parados, caem num vácuo – com muito ainda a produzir. Muitas vezes retornam ao mundo corporativo em escala menor – como sócio de um restaurante, de uma pequena agência, etc. Quer produzir, sem obrigação.

GW: O coachee vem a você ou você vai até ele?
AC: Eu vou. Senti essa necessidade. São, em geral, pessoas que não podem perder tempo no trânsito, viajam muito, têm muitas reuniões. Mas também faço por skype, hangout (bate-papo pelo Google) ou outro aplicativo. Tenho um grupo de coachees médicos no Rio que faço por skype – mas de vez em quando eles vêm a São Paulo e a gente se encontra num shopping, por exemplo, para uma sessão.

GW: A maior parte dos seus clientes são homens?
AC: Sim, 90%. Grande parte das mulheres ainda não quer se enfrentar. Tenho uma cliente de primeira sessão que já desmarcou quatro vezes – inclusive hoje… No fundo, não quer. De fato, quase todos são homens – e são mais disciplinados.

GW: Você também é chamada por empresas para trabalhos internos?
AC: Potencializar capacidades, preparar executivos para novos cargos. Antes de um gerente ser efetivado na diretoria, ele precisa de uma preparação. Falamos muito de liderança, gestão. E até da possibilidade de que esse funcionário não se sinta preparado para o novo cargo – e se demita. Crio uma mecânica saudável de cinco sessões coletivas e cinco individuais, com cada executivo ou gestor em cargo de liderança. Através de ferramentas coletivas, traço o diagnóstico, por exemplo, das múltiplas inteligências da equipe – e suas aptidões para cada setor da empresa. Aliás, sou coach de vários chefs de cozinha.

GW: Você coleciona cases de funcionários que fizeram grandes avanços nas empresas depois do coaching?
AC: Sim. Minha maior referência é um profissional de alto nível que só vivia o futuro – não o aqui e agora. Para ele, o aqui e agora era a família. Consegui mudar o rumo da vida dele ao perguntar qual era seu sonho – e investir nisso agora.

GW: O custo do coach é suportável?
AC: Meu histórico de vida é o comércio (foi diretora comercial do Grupo Oruam por 22 anos). E eu era coach atrás do balcão há muito tempo, ouvindo o cliente e criando vínculos com ele. Já fiz trabalhos gratuitos – até para me exercitar mais. Mas, de qualquer forma, é um investimento sempre muito produtivo.


Mais informações:
11 2589-3379 – andrea@mmcconsultoriadenegocios.com.br