Eu quero o meu jato

Executivos brasileiros estão partindo cada vez mais para a compra da própria aeronave

O que há pouco tempo parecia um luxo, comprar um jato executivo está cada vez mais acessível. O aquecimento da economia, a taxa de câmbio favorável e a boa oferta de aeronaves executivas no mercado internacional têm sido as principais causas do crescimento das vendas. Porém, outro fator está pesando consideravelmente: o custo/benefício. O executivo brasileiro está fazendo as contas e chegando à conclusão de que vale mais a pena investir em uma aeronave própria que possa levá-lo até as cidades na qual a empresa opera, com maior rapidez, privacidade e eliminação de fatores como lotação de voos e aeroportos, check ins demorados e poucos horários disponíveis. Por isso, além de São Paulo, a demanda crescente tem sido registrada também em Minas Gerais, região Centro-Oeste e Nordeste.

“Os executivos estão percebendo que o tempo é precioso e a aviação comercial não atende um leque grande de cidades. Por isso a saída acaba sendo fretar ou comprar aeronaves. O fretamento é uma boa saída, mas depende muito do uso. Em muitos casos, se colocar os custos na ponta do lápis, vale mais a pena comprar”, afirma Cássio Polli, diretor da Aerie Aviação Executiva. A empresa trabalha em parceria com a Fortune Jet dos Estados Unidos há mais de dois anos para a negociação de turboélices, jatos e helicópteros executivos no Brasil.

Segundo Polli, além da economia mensal, ao considerar a aquisição da sua própria aeronave, o empresário está investindo num ativo para sua empresa, com controle total sobre a operação, tripulação e manutenção, flexibilidade de horários e destinos, isso sem falar na segurança pessoal.

Com a alta tecnologia e o conforto agregados aos novos modelos, o tempo a bordo é aproveitado para reuniões, contatos, responder e-mails e descansar. E mesmo com as taxas de juros elevadas no Brasil, as opções de financiamento doméstico com parcelas fixas em reais também têm atraído compradores.

“Temos visto muita gente adquirir a primeira aeronave, mas vários outros trocando a que já possuíam por modelos maiores, com maior autonomia de voo, maior capacidade de passageiros etc”, afirma Polli.

Nos sete anos de atividade, a Aerie Aviação Executiva já intermediou mais de 60 operações de compra, venda e importação de aeronaves, movimentando mais de US$ 100 milhões em negócios diretos.

Veja a matéria completa na revista Go’Where Business nº06.