Imóveis: A melhor aposta

Berrini - Go'Where Business

Para Cláudio Bernades, presidente do Secovi, o momento não poderia ser melhor para se investir em imóveis

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Inteligência para o desenvolvimento urbano. O slogan do Secovi (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo) resume bem o que essa entidade faz pelo mercado imobiliário em São Paulo. Desde 1946, o Secovi realiza estudos e pesquisas para gerar conhecimento e, principalmente, para apresentar propostas aos governos, com vistas à adoção de medidas e políticas públicas na área da habitação.

Ou seja, fornece informações e instrumentos para que o setor se desenvolva, se fortaleça e satisfaça as necessidades da população. Seu atual presidente, Cláudio Bernardes, é engenheiro civil, formado em 1977 pela Escola de Engenharia Mauá, com mestrado pela Universidade de Sheffield, na Inglaterra. É também especialista em Engenharia de Produção para Construção Civil pela Fundação Vanzolini (USP), professor do curso de pós-graduação em Negócios Imobiliários na FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado) e da Fundação Getúlio Vargas (GVPec).
Cláudio é autor de inúmeros artigos e livros na área de engenharia e urbanismo, foi presidente do Conselho Brasileiro do ULI (Urban Land Institute) e atua como empresário do setor como diretor-presidente da Ingaí Incorporadora S/A. Nesta entrevista, ele traça um raio-X do mercado imobiliário em São Paulo – em ano de crise para muitos e de oportunidades para outros.

Imóvel é um investimento de longo prazo.
É para ganhar. É claro que há investimentos mais
rentáveis, mas com risco muito maior.
Com imóveis, não há como perder.

A atual crise econômica está afetando o mercado imobiliário?

Não está diferente dos outros segmentos. Tivemos um 2014 um pouco frustrante, com as expectativas em torno da Copa, das eleições e de tantos negócios alardeados que não aconteceram. Mas as pessoas ainda estavam investindo nos bons lançamentos e nos empreendimentos que ficaram prontos. Agora, em 2015, as pessoas refrearam seus investimentos de modo geral, não porque os imóveis deixaram de ser uma boa opção, mas por conta da crise política. Ela gera consequências na economia, como a alta do dólar, crédito mais difícil e caro e aumento do desemprego. Estamos também com um estoque alto de imóveis, em torno de 27 mil unidades. A média em São Paulo é de venda de 30 mil unidades/ano, então creio que o mercado está abastecido, mas necessita que o país promova uma retomada no crescimento, como esperam os demais setores.

Incorporadores e construtoras vão adiar novos lançamentos?

Não. Vai haver uma redução, uma opção por lançamentos mais seletivos em regiões onde a demanda é garantida. Lançamentos de imóveis comerciais e escritórios serão mais difíceis, porque houve uma oferta muito forte em 2014. A área residencial tende a ter um cenário melhor. Por outro lado, como a oferta de salas e escritórios prontos está grande, os preços estão convidativos e é um ótimo momento para se investir nesse tipo de imóvel. Para quem constrói, também acontece uma coisa curiosa: os fundos de investimentos imobiliários internacionais estão interessados em
investir aqui. Dinheiro para empreender não falta.

Com o atual cenário econômico, investir em imóvel é uma opção bastante atraente, segura?

Sem dúvida! A valorização imobiliária é inegável. Quem investiu em imóveis nos últimos cinco anos está muito satisfeito porque houve uma excelente valorização. Imóvel é um investimento de longo prazo. É para ganhar. É claro que há investimentos mais rentáveis, mas com risco muito maior. Com imóveis, não há como perder. E num cenário em stand by, como o de 2015, investir em
imóveis é garantia de segurança e rentabilidade certa.

São Paulo está cada vez pior, com trânsito caótico e bairros saturados de gente, carros e prédios. Como a entidade enxerga essa situação?

Você tem razão. Por isso o Secovi vai além das suas funções para, através do debate, discutir uma visão ampla e cidadã de São Paulo. Precisamos de novos modelos de ocupação urbana, que ampliem a qualidade de vida, a mobilidade, a sustentabilidade, a responsabilidade social, com mais humanidade, mais felicidade. A cidade cresceu demais, sem um planejamento adequado, e o
conserto do que está aí não é tão simples. Acredito que o mercado imobiliário é a ferramenta para as mudanças. A partir de um plano diretor e de leis inteligentes, a cidade pode se adequar às novas realidades.

Então há como São Paulo sair da UTI?

Sim. São Paulo tem grandes problemas, mas muitas alternativas. É preciso planejar e tomar as medidas necessárias para que o planejamento se transforme em realidade. Tal como investir em imóveis, investir em São Paulo é uma aplicação de longo prazo, mas com retorno garantido.

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