Na maior segurança

Investindo constantemente em treinamento e valorização de pessoal e nas novas tecnologias eletrônicas, a Embrase – Empresa Brasileira de Segurança e Vigilância – se tornou a maior empresa do segmento no País, com cerca de 20 mil funcionários em três estados, incluindo serviços gerais. O mercado brasileiro de segurança privada precisou se adaptar à crise, mas, para a Embrase, ele continua aquecido – como conta aqui seu fundador e presidente, Wagner Martins, que há quase 30 anos aposta no lema “o preço da segurança é a eterna vigilância”.

Por: Celso Arnaldo Araujo

embrase_1Fundada em julho de 1987, a Embrase vai completar seu trigésimo aniversário no ano que vem. Bancos, indústrias, prédios corporativos, condomínios residenciais e grandes empresários têm sua segurança confiada à empresa. A crise reduziu suas taxas de crescimento em 2015, mas ainda assim a empresa avançou cerca de 15%. Especializada na prestação de serviços de segurança patrimonial, segurança eletrônica, serviços gerais e multisserviços com alto padrão de qualidade, a Embrase tem forte atuação em regiões estratégicas, como os estados de Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo, onde fica sua matriz. São nove bases espalhadas por essas três regiões, que funcionam de forma padronizada, respeitando os mesmos níveis de qualidade e ideologia. Hoje a empresa atende grandes marcas, como Shopping Cidade Jardim, General Motors, HCor, Aeroporto Viracopos, entre outros mais de mil clientes – marca invejável para qualquer empresa e, nesse segmento, um fenômeno. Para permanecer no topo, a Embrase precisa vigiar dia e noite o seu próprio desempenho – e é conduzida por um paulistano da Lapa que é um gentleman no trato pessoal, fala baixo e pausado e relaxa com um taco de golfe embrase_2na mão. Por causa dessa paixão, a Embrase, aliás, é a maior patrocinadora do golfe brasileiro.

Formado em Administração, ele é de uma família portuguesa com secular tradição no mercado de armas – quando as armas ainda eram um mercado para pessoas do bem. Chegou a comandar uma loja do gênero, chamada O Pescador, na Lapa. Mudanças na legislação que rege a compra e o porte de armas e o progressivo aumento nos índices de violência e insegurança nas grandes cidades levou-o a abrir uma empresa de segurança em outros moldes, para um novo Brasil, ainda em lua de mel com a redemocratização política – e com a proposta de melhores condições de trabalho aos profissionais, treinando-os e preparando-os tecnica e psicologicamente para todas as peculiaridades da atividade, o que, além de valorizá-los, aumenta a eficiência do serviço. O resultado? Um emprego na Embrase é disputadíssimo até hoje, com dezenas de candidatos por dia. Um detalhe: a Embrase leva a sério o termo “segurança privada”. Não trabalha para órgãos públicos – como revela aqui, com toda a segurança, Wagner Martins.

“Somos a única que só presta serviço para a atividade privada. É um grande diferencial. A área pública é comprometida pela má-formação de pessoal, porque você não consegue profissionalizar o colaborador. Imagine hoje um funcionário seu que trabalha num banco público – e, de repente, é transferido para outro segmento, que nada tem a ver com um banco. Esse funcionário não consegue ter um aprendizado diferenciado.” Na sede da Embrase há um grande centro de formação. Mas o treinamento técnico de segurança, com armas, é feito numa academia – por lei. Na volta, o funcionário é trazido de volta ao centro de formação para um treina-mento para o cliente específico. Um detalhe: um embrase_4homem da área de serviços gerais, um porteiro, um controlador de acesso, por exemplo, não pode fazer uma ronda na empresa, desarmado. Só quem pode fazer isso é um vigilante – por imposição do sindicato.

Com a crise, e a consequente redução de custos por parte das empresas, projetos de segurança formulados pela Embrase hoje têm que ser moldados às circunstâncias e às necessidades. “A gente adapta”, diz Wagner. “Temos investido bastante na área eletrônica. A nossa área técnica viaja pelo mundo trazendo tecnologias que possam ser adaptadas ao Brasil. Até há pouco, na maior parte das empresas, a segurança eletrônica se resumia à chamada concertina, aqueles rolos de arame em cima dos muros. Isso é feio, antiquado. Hoje utilizamos pontos eletrônicos que detectam tentativa de invasão e equipamentosembrase_3 que fornecem uma imagem total do que está acontecendo. Sensores de presença conectados a uma caixa de monitoramento acusam qualquer tipo de ação dentro de uma propriedade. E temos carros e motos operacionais circulando por São Paulo toda para atender as ocorrências”.

Nos condomínios residenciais, hoje há um novo tipo de segurança armada patrimonial – o agente de terno e gravata. Uma mudança de atitude condizente com os dias de hoje. “Dependendo do local, quando você coloca um homem fardado, de colete e armado, ele pode incomodar.  Um homem de paletó, com a arma não ostensiva, dizendo ‘boa noite, bom descanso’, faz o papel de segurança sem agredir.”

Um dia haverá uma segurança robótica nos bancos, por exemplo? “Por determinação do sindicato, a permanência do segurança nas agências é condição imposta. As empresas gostariam de ter homens dentro dos bancos? Não, mas são obrigadas. Isso não muda tão cedo.” A mulher vigilante está conquistando seu espaço? “Sem dúvida. Elas são dedicadas, altamente profissionais e mais humanizadas. Mas ainda são apenas 10% do quadro de vigilantes.” A Embrase se impõe em seu segmento pela preocupação social com seus colaboradores. Algumas de suas atitudes, nessa área, são inéditas no mercado. “Nossa área social é muito forte. Construímos casas ou compramos casa para funcionários mais antigos – com mais de 10 anos de casa. E temos uma diretoria social para atender aos problemas dos colaboradores.” E este ano – de grandes mudanças para a política – será um ano de mais ou menos segurança? Responde Wagner: “O ano de 2016 não terminará tão mal quanto começou. Vamos colher os frutos dos investimentos que fizemos. Sou otimista, sou um brasileiro que acredita no País.”

A grande tacada da Embrase

A plataforma de golfe é uma opção trabalhada pela Embrase não somente por motivos de networking, mas também pelos valores trazidos do esporte para dentro da empresa, como: respeito ao próximo, ao meio ambiente, companheirismo, cavalheirismo, ética, entre outros. Incentivar um esporte que traz mais do que divertimento e relacionamento, mas também valores de caráter, é o que fortalece a marca, hoje nacionalmente como a maior patrocinadora de golfe do Brasil. A Embrase é patrocinadora e dona do naming right da maior academia de golfe do país, o Embrase Golf Center, localizado ao lado do aeroporto de Congonhas, que conta com um campo executivo de nove buracos e toda estrutura completa para treinamento e prática do esporte.