Fabíola Salles Mariano apresenta a mostra Ciclos e Pulsos

Evento acontece na Galeria Concreta, na Vila Madalena, de 6 de setembro a 20 de outubro

Em sua segunda individual na Galeria Concreta, Fabíola Salles Mariano, artista-performer interessada na relação do corpo nas diversas artes, apresenta a mostra Ciclos e Pulsos, em cartaz até o dia 20 de outubro. Dividida em dois ciclos, cinza-cor-de-pele e verde, a exposição traz vídeos-performance, objetos e pinturas.

Entre as obras do ciclo cinza-cor-de-pele, faz parte Cartografia, um vídeo-performance em que a artista filma pequenas repetições de seus movimentos cotidianos e/ou de outras pessoas, como memórias de movimentos que viu ou que fez. Segundo Raquel Garbelotti, que assina o texto da exposição, no filme de Salles Mariano “a luz do ateliê muda, os dias passam, mas os gestos estão em continuidade, são um estado, um tempo, um pulso da artista”.

Realizado em parceria com o artista Marcos Kaiser Mori, o objeto Respiro é uma caixa que remete a um estereoscópio (objeto de ver imagens do pré-cinema que cria um efeito tridimensional). Contudo, a caixa não traz imagens, apenas o acender e apagar de uma luz, que acompanha a velocidade da respiração. O trabalho faz um paralelo com as salas de cinema e espetáculos, que iluminam-se  antes e depois das imagens na tela ou no palco, constituindo-se como um lugar de pausa. Ainda no ciclo cinza-cor-de-pele, a artista traz o vídeo xícara de café, copo d’água, maçã e mosca, duas pinturas sob o título Temperança, além de Halo, pintura feita com aerógrafo de boca.

No ciclo verde está a obra Ilusão nº. 6 O Peixe insolúvel. Narrativo e fabular, o vídeo traz um trecho de uma performance aérea realizada pela artista na Virada Cultural, em São Paulo. Num breve instante, a personagem parece caminhar no ar, criando uma imagem célere e ao mesmo tempo espetacular. Fecha o ciclo verde, uma tela sem título que dialoga com o vídeo. Para a artista, “a pintura é como um exercício cotidiano sensível e de pequenos gestos, é uma forma também de entender o corpo performer nas artes visuais”.

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