As delícias gastronômicas da zona oeste paulistana

Talvez a região com maior concentração de bairros charmosos da cidade – como Pinheiros, Vila Madalena, Butantã, Higienópolis, Cerqueira Cesar, Pompeia, Perdizes e Barra Funda, a Zona Oeste abriga centenas de bares e restaurantes da melhor tradição gastronômica de São Paulo. Cada um desses bairros tem sua história e suas características – mas a fartura de opções saborosas é uma característica em comum, como se verá nas páginas seguintes, cobrindo um amplo menu.

Por: Celso Arnaldo Araujo

A região também engloba complexos culturais fechados e abertos. Na Cidade Universitária, no Butantã, estão importantes museus da cidade. Ao seu lado, cobras e aranhas chamam a atenção no Instituto Butantã. Conjuntos arquitetônicos famosos fazem do Sesc Pompeia, Instituto Tomie Ohtake e Memorial da América Latina atrações imperdíveis. Ao ar livre, o “centro cultural” Vila Madalena é um bairro à parte. Tem lojas de rua, ateliês de artistas, botecos com mesas nas calçadas, restaurantes de qualidade e muito vai-e-vem nas ruas. Na Vila, o “lado praia” de São Paulo existe e é muito divertido. Mais atrações da Zona Oeste: Ceagesp, Museu do Crime, Parque da Água Branca, Parque Villa Lobos, Sesc Pompeia e muitos shoppings.

Mas seu lado mais saboroso é à mesa. Exemplos? O P.F. Chang’s, um dos principais restaurantes de cozinha asiática do mundo, expande sua marca no Brasil com a inauguração de sua nova unidade no Shopping Pátio Higienópolis, a quarta da rede no País e a segunda na capital paulista. Uma das grandes novidades da nova loja é a cozinha aberta para o cliente acompanhar parte da operação, conhecer a qualidade e frescor dos ingredientes e a utilização dos woks, estrelas da cozinha asiática.

A marca possui mais de 200 restaurantes nos Estados Unidos e mais 70 países no mundo.

Na Barra Funda, o domínio é do Bacalhau, Vinho e Cia, há mais de 40 anos no mesmo local – a rua que leva o nome do bairro. O bacalhau, mais famosa receita da gastronomia portuguesa, está em 99% dos pratos ali servidos. São 16 receitas, sem modismos ou sofisticação, bem ao jeitinho das famílias lusitanas: muita fartura e sabor à mesa.

Não à toa, a casa também é conhecida também como “O famoso bacalhau da Barra Funda”, hoje um clássico da gastronomia paulistana. Bom apetite.


Moça Bonita Bar – Moça sem limites

A pin-up que simboliza o Moça Bonita Bar tem a personalidade forte de sua criadora, a empresária Roberta Botti Dias. Ousada e cheia de atitude, a moça extrapola os limites da zona sul e inaugura uma unidade do Bar na Barra Funda.

Nem só de beleza se faz o sucesso do  Moça Bonita Bar. Por onde passa, essa moça atrai olhares e deixa a sua marca, por oferecer uma gastronomia autêntica e diversificada, além de saborosa, em ambientes que unem o charme de elementos retrô à atmosfera descontraída que os botecos devem ter. Depois do êxito das unidades badaladas na Zona Sul (no Morumbi e na Saúde), o bar de “alma feminina” ganha a primeira unidade na Zona Oeste, no bairro Barra Funda, dando prosseguimento aos projetos de expansão da proprietária Roberta Bo˜ Dias, que prevê o Moça Bonita Bar em muitos outros locais do Brasil e do mundo.

Por meio do sistema de franquias, Roberta deseja que a rede cresça e se espalhe para além dos limites de São Paulo, comprovando a força da marca e aproximando-se cada vez mais de seu público. O próximo passo é a inauguração da mais nova loja própria também no Morumbi, que será a maior da rede e funcionará como uma espécie de vitrine. Nessa unidade, a proprietária pretende concentrar a cozinha de bases do Moça Bonita Bar, onde o padrão das receitas e a qualidade da rede serão assegurados.

Como marca que acredita no potencial do Brasil e acompanha as tendências da gastronomia de boteco, o Moça se desdobra para atender às expectativas de seus clientes – desde as opções diversificadas do vasto cardápio aos brindes e promoções que acontecem periodicamente na casa.

Entre as delícias que já fazem sucesso nas unidades mais antigas do Moça Bonita Bar, as caprichadas porções de pasteizinhos e croquetes e a Plancha de Picanha, estrela dos happy hours, regados ao chope geladíssimo, prometem agradar também aos paladares do público da Barra Funda. Além disso, o democrático point mantém pratos curinga como saladas e a sempre bem-vinda feijoada, para quem deseja uma refeição completa.

Av. Marques de São Vicente, 1619 – Barra Funda Tel.: (11) 3526 6214
www.mocabonitabar.com.br


Taka Daru – Um japa diferente

Com comida japonesa “do dia a dia”, o izakaya – ou boteco – Taka Daru chegou há um ano em Pinheiros e já é conhecido como um pedacinho do oriente no meio de São Paulo.

Para criar um autêntico boteco japonês em São Paulo,  os  sócios José Luiz Alfieri e Edrey Momo fizeram uma imersão no universo dos izakayas de Tóquio, Kyoto e Yokohama, e trouxeram as primeiras ideias do que seria o Taka Daru, que hoje serve deliciosos petiscos acompanhados de saquês e shochus (famoso destilado japonês) da melhor qualidade. No cardápio, ao contrário do que se pode pensar, não há espaço para os conhecidos sushi e sashimi. A especialidade da casa são os espetos de frango grelhados – sobrecoxa, asa, coração, ˛ gado ou moela – temperados com tarê caseiro, além do Takoyaki, tradicional petisco de rua japonês, feito de polvo. No almoço de segunda a domingo, o Taka Daru serve mais de 20 opções de pratos executivos (Teishoku) com preços que variam entre R$ 27,90 e R$ 54,90, com direito a salada, dois guiozas, gohan e missoshiru.

Entre os yakitoris (espetinhos) há opções vegetarianas, com sabores sutis, como o de quiabo, tostadinho e deliciosamente crocante.

Lá também são servidos os famosos lámen, em versões para todos os gostos. Perfeito para os dias mais frios,  macarrão mergulhado no caldo aromático é a mais nova mania paulistana, e no Taka Daru pode ser degustado na versão tipica, com costelas bovinas, e em outras mais elaboradas, como a que leva frutos do mar.

O ambiente também foi especialmente projetado com influência dos izakayas tradicionais. Assinado pelo arquiteto Herbert Holdefer, que também passou um tempo no Japão, o projeto da casa remete ao litoral do país, com uma rus˜ cidade agradável. As referências litorâneas também estão presentes no cardápio, com receitas que trazem os sabores de peixes e frutos do mar. Para mergulhar no clima de praia, as mesinhas na parte externa do bar são uma ó˜ ma pedida, especialmente para happy hours.

R. Costa Carvalho, 234 – Pinheiros Tel.: 11 3034 0937
www.takadaru.com


Pastagrano – Maison das massas

Com o compromisso de levar o sabor dos melhores restaurantes de São Paulo para dentro da casa de seus clientes, a boutique de massas Pastagrano  comemora três deliciosos anos e inaugura a segunda loja, em Perdizes.

Massas frescas e molhos de qualidade incomparável, fabricados artesanalmente por chefs experientes, com sabores irresistíveis, como nos mais renomados restaurantes, podem sair da panela de sua cozinha. Idealizado pelos chefs Jorge Gamart e Jhonny Santos e pelo sócio Daniel Ganancia, o pastifício Pastagrano coloca receitas exclusivas à disposição de seus clientes, além de compartilhar dicas de finalização e consumo dos pratos da marca. “O Pastagrano é mais do que um pastifício, é uma experiência única, na qual o cliente tem contato direto com os chefs e assim consegue escolher o melhor produto para levar para casa, e recebe informações de preparo” explica. Jorge e Jhonny recebem os clientes pessoalmente na unidade do Jardim Marajoara, onde também podem ser vistos, através de uma vitrine, enquanto produzem as massas que vão para as prateleiras da loja.

Entre as massas campeãs de vendas desde a abertura, destacam-se o Agnolotti de búfala com limão siciliano, o Agnolotti de brie com damasco e o Raviolli de nata. No capítulo de gnocchis, o destaque é o Gnocchi de mandioquinha.

A nova unidade
Com o absoluto sucesso dessas deliciosas receitas em seus três anos de funcionamento, não é de se estranhar que o Pastagrano comece a levar sua expertise para outras regiões da cidade. A nova unidade, em Perdizes, segue o mesmo conceito e oferece as mesmas receitas da matriz, além do famoso pão artesanal e dos antepastos vendidos aos fins de semana. E, para comemorar, as duas unidades ganham novidades no cardápio: o Capelletti de brie com aspargos e tomate cereja, o Tortelli Abóbrie e o Raviolli de Lombo com Laranja são os destaques. Entre os molhos, o Pomodoro ao basílico, o branco ao limone e outros. Os chefs também apresentam massas doces, como o inesquecível Cappellacci de chocolate e avelã.

R. Vanderlei, 1585 – Perdizes – Tel.: (11) 2538 2751
R. Jaime do Espirito Santo, 83 – Jd. Marajoara Tel.: (11) 5523 0512 / 5521 3048
www.pastagrano.com.br


Bacalhau Vinho e Cia – Farturas lusitanas

Conhecida também como “O famoso bacalhau da Barra Funda”, a casa se transformou num ícone da gastronomia paulistana – mantendo sempre, durante quase 50 anos, a qualidade e a regularidade de seus clássicos.

Não é um restaurante de cozinha portuguesa, mas uma casa especializada – onde, é claro, a maior estrela da gastronomia portuguesa, o bacalhau, está presente em 99% dos pratos servidos. Há quase meio século, Bacalhau Vinho e Cia serve um bacalhau de qualidade superior, em nada menos que 16 receitas. Sem modismos ou sofisticação, bem ao jeitinho das famílias lusitanas. Muita fartura e sabor à mesa.

Seus diferenciais começam pela matéria-prima, o legitimo Gadus morhua pescado nas profundas águas geladas do Atlântico Norte. E transformado em bacalhau na cidade do Porto. Ao desembarcar aqui, após ser cortado em postas perfeitas, o peixe passa por um delicado processo de dessalga em água gelada por nada menos que 96 horas – o que lhe devolve a textura e frescor do peixe recém-pescado.

Os chefs da família Pallas estão de volta em sua terceira geração, mantendo a tradição da casa – e comandando profissionais competentes e bem treinados. Na cozinha, o chef Andrade (35 anos de casa) e sua equipe (nenhum com menos de 15) finalizam os pratos com muita dedicação. No salão, garçons também veteranos de casa atendem a clientela com muita fidalguia e carinho. Os bolinhos, as iscas de bacalhau, as sardinhas portuguesas e as alheiras de Mirandela são o quarteto de entradas perfeito para iniciar seu almoço ou jantar. Doces da tradicional pastelaria portuguesa completam a refeição sempre acompanhados de um bom vinho do Porto.

Este ano, em homenagem ao patriarca da família, José Pallas Suarez, seu filho José Carlos e o neto, o também chef Carlos Henrique, resolveram lançar um prato com seu nome.  É a Bacalhoada a Zé Pallas: nacos de bacalhau sobre cama de batatas, cobertas por auréolas de tomate, cebola, coloridos pimentões, mais azeitonas, ovos e brócolis, regados ao azeite extravirgem –tudo isso assado e gratinado no forno ao pimentón espanhol. Se quiser abrasileirar o prato, peça arroz branco.

R. Barra Funda, 1067 – Barra Funda Tel.: (11) 3666 0381
www.bacalhauevinho.com.br


Rota do Acarajé – O que a baiana tem?

Criado sobre a tradição do autêntico acarajé baiano, a Rota do Acarajé nasceu como uma casa de delivery, mas já se tornou referência quando o assunto é a culinária baiana. E tem ainda uma carta com mais de mil rótulos de cachaças de todo o Brasil.

“A culinária baiana é uma responsabilidade muito grande para nós. Quem já foi a Bahia vem até aqui buscando o mesmo sabor. Por isso, o nosso compromisso com a qualidade cresce a cada dia”, afirma Luisa Inês Saliba, proprietária da Rota do Acarajé. Fundado por ela e pelo marido Ricardo Gil Fonseca (responsável pelo preparo da massa durante os nove anos iniciais), o restaurante nasceu para servir apenas em sistema delivery, mas estava predestinado a ir muito mais longe.

Quando surgiu a oportunidade de abrir o restaurante, Luisa e Gil estavam certos de que queriam trazer os sabores originais do acarajé para São Paulo, utilizando as técnicas e ingredientes tradicionais, com os segredos ensinados por uma certa baiana. Os sócios fazem questão de trazer ingredientes diretamente de Salvador, para garantir a qualidade e a textura do bolinho. Exemplos disso são a marca do azeite de dendê, que nunca foi alterada, e o camarão, que vem do Mercado São Joaquim, tudo para manter as características do acarajé original. Assim como na Bahia, na Rota do Acarajé a iguaria é feita com feijão-fradinho lavado e moído e frito em azeite de dendê, para que fique crocante e sequinho. Os proprietários contam com uma equipe competente e fiel, que atua há mais de nove anos na casa.

Muito além do acarajé
Ao lado do carro-chefe absoluto da casa, figuram outras delícias que homenageiam com excelência as raízes da cozinha baiana, como o também famoso abará, preparado pelo irmão de Luisa e gerente da casa 2, Venâncio Saliba, em duas versões: no prato, servido com vatapá, caruru, salada e camarão seco ou sozinho, na folha. Fazem sucesso também as cinco versões de Escondidinho e o Baião do Obama (preparado exatamente igual ao que o ex-presidente dos Estados Unidos provou quando visitou Brasília, em 2011), que leva muita cebolinha em vez de coentro e é todo feito com manteiga de garrafa, o que, segundo Luisa, faz toda a diferença no aroma e no sabor do prato. O Bobó de camarão e as Moquecas de peixe e mista (com camarão) também são responsáveis pela lotação da casa aos fins de semana. Entre as sobremesas, destacam-se o consagrado Bolo de manteiga de garrafa – que muitos clientes levam inteiro para eventos de família –  e a Cocada de forno coberta com goiabada. Os pratos, preparados no momento de servir, atraem admiradores de toda a cidade e, não raro, cativam paladares estrangeiros, como o ator norte-americano Danny Glover e o fundador da cerveja Brooklyn de Nova York, Garrett Oliver.

O poder da cachaça
Em 2009, a Rota do Acarajé adentrou o universo da cerveja artesanal com pouco mais de 30 rótulos e começou a incentivar essa cultura. Hoje tem 270 rótulos, 70% nacionais. Dois anos depois, era a hora de conquistar o mundo das cachaças, já que a bebida integrava os mais de 15 tipos de caipirinha servidos na casa e harmonizavam perfeitamente com o acarajé. O assunto se tornou tão sério que a Rota passou a promover palestras e cursos sobre o tema, além de eventos como a Semana da Cachaça. Hoje é possível encontrar 1014 rótulos na casa, combinando com seus 14 anos de existência. E, a cada ano, um novo rótulo será adicionado ao acervo, para não falhar com a tradição. A Rota do Acarajé está tão comprometida e firme na responsabilidade de disseminar e incentivar o consumo da bebida que este ano Luisa foi convidada para contribuir na composição do blend Cachaça Tulha 10 anos. “Foi uma experiência gratificante para mim e para o Rota do Acarajé”, comenta ela.

R. Martim Francisco, 529/533 e 530  – Santa Cecília Tel.: (11) 3668 6222 / 3825 3984 / 2528 7304 www.rotadoacaraje.com.br


Galpão da Pizza – Redondamente saborosas

Há 20 anos no bairro da Pompeia, o Galpão da pizza é sinônimo de qualidade e sabor. Sob nova direção, conquista ainda mais frequentadores com suas novas pizzas individuais de fermentação natural, típicas da Itália, com coberturas tradicionais e opções vegetarianas e veganas.

O Galpão da Pizza é um espaço democrático e acolhedor, onde a satisfação vai muito além das opções doces e salgadas presentes no vasto cardápio. O ambiente propositalmente rústoco, com telhas e tijolos aparentes, é o cenário ideal para degustar pizzas clássicas e especiais com muito mais charme e aconchego. Com a chegada dos novos sócios – Antônio Biselli e o italiano Marco Schwabacher – a casa ganhou novidades que prometem surpreender: pizzas individuais com massa de fermentação natural, que incluem ainda opções de coberturas para o público vegano e vegetariano. As massas fininhas, marca registrada da casa, permanecem intocáveis, cobertas pelas deliciosas combinações que seus clientes cativos conhecem bem: as mais pedidas são a Marguerita e a Burrata. Também incrementam o cardápio novas entradas, saladas e sobremesas.

Veganas e vegetarianas
Pensando em um público cada vez mais crescente em São Paulo e que ainda encontra poucas opções de boas pizzas, o Galpão usou a massa de fermentação natural para criar, também, oito novas redondas voltadas para vegetarianos e veganos. “Queríamos que esses clientes tivessem a experiência de provar pizzas tradicionais, mas feitas exclusivamente para eles. Por isso, introduzimos proteínas à base de soja, como a calabresa e o presunto cheios de sabor”, explica Evilázio Costa, outro sócio da casa. Esses ingredientes são destaques, por exemplo, nas pizzas Portugana, que leva presunto vegano, mussarela, ovo, palmito e azeitonas; e da Pepperoni, com molho de tomate, calabresa apimentada vegana e mussarela. Há também pizzas com queijos produzidos a partir de castanhas, como a Ai Funghi (com mussarela vegana, cogumelos paris e parmesão vegano) e a Rúcula com tomate seco (com mussarela vegana, rúcula, tomate seco e parmesão vegano). A pizza Carne de jaca promete ser sensação entre veganos e vegetarianos, que podem se divertir com a consistência e o sabor da fruta, usada ainda verde como cobertura da pizza salgada – como uma espécie de substituta ao frango desfiado – sobre molho de tomate e alho-poró.

R. Dr. Augusto de Miranda, 1156 – Pompéia Tel.: (11) 3871 5556
www.galpaodapizza.com.br


Galinheiro Grill – Sucesso em brasa

Pioneiro em oferecer frango assado no carvão, o Galinheiro Grill não mede esforços para agradar sua clientela e, com uma trajetória de 25 anos na Vila Madalena, apresenta também opções variadas em seu delicioso menu executivo.

Desde 1992, quando a churrasqueira do Galinheiro Grill foi acesa pela primeira vez por Sonia Camargo e o marido Jurandir, o cuidado com a qualidade dos ingredientes e a preocupação em oferecer o melhor frango assado da região foram as únicas coisas que não mudaram. Em 25 anos, o sucesso da casa tomou proporções enormes e, das cinco mesas dispostas em modestos trinta metros quadrados, o Galinheiro chegou a 500 metros quadrados que comportam até 400 pessoas confortavelmente.

Tudo começou com ele, o Frango assado na brasa, e, não por acaso, o produto que inspirou o nome da casa, continua a ser o seu carro-chefe. Mas junto dele figuram outras tantas receitas preparadas com a mesma dedicação e já conquistaram inúmeros paladares, como a Polenta frita com queijo e as várias opções de linguiças, todas artesanais, servidas em porções. A Calabresa recheada com rúcula e parmesão e a Linguiça de cordeiro com molho de hortelã são algumas especialidades do Galinheiro.

De quarta a sexta-feira, a casa oferece um caprichado menu executivo, com oito opções de pratos. Os destaques são a Picanha argentina e o Filé de frango, já famosos pelas porções generosas. Os clientes também se deliciam com as diversas sobremesas do cardápio: o Pudim de leite condensado e o Brigadeiro, muito apreciados por lá, são preparados com esmero pelos habilidosos cozinheiros da casa.

Ao lado da proprietária Sonia, quem recebe os clientes com atenção e hospitalidade é Rose Geronimo, gerente do Galinheiro há dez anos. São elas que trabalham incansavelmente para preparar o melhor ambiente em todas as estações do ano e, a cada data festiva do calendário, pode-se esperar por novidades no cardápio. Para os dias mais frios, por exemplo, o público pode se aquecer com rodadas de vinho quente e caldo verde.

R. Inácio Pereira da Rocha, 231 Vila Madalena – Tel.: (11) 3816 3208 / 3816 6023
www.galinheirogrill.com.br


Des Cucina – Cozinha de alma italiana

Em uma região conhecida por seus bares, o Des Cucina se destaca como o mais novo endereço da alta gastronomia em Perdizes e, com menos de um ano de funcionamento, já apresenta novidades que prometem surpreender seus clientes.

Dos mesmos fundadores do Bar  Desembargador, sucesso há oito anos em Perdizes, o Des Cucina surgiu em junho de 2016 – na mesma rua – reafirmando a vocação de Orestes Duarte e Luis Mendes para os negócios gastronômicos. A dupla aposta na alta gastronomia de influência italiana sob o comando do experiente chef Sergio França para conquistar o paladar da clientela. Pratos como o Risoto de gorgonzola com aspargos e presunto cru são algumas das delícias que já têm lugar especial no imaginário dos frequentadores da casa.

Outro atrativo do restaurante é o ambiente rústico-chique, concebido especialmente para dar mais charme às refeições. As vigas aparentes e as lâmpadas de filamento contrastam com o forro em gesso e as paredes texturizadas. O piso combina o ladrilho hidráulico com um tipo de porcelanato que imita madeira. Nas mesas, toalhas de algodão branco e os belos pratos de cerâmica do Studio Neves completam a experiência.

Novos sabores
Sempre atento às preferências e opiniões dos clientes, o chef Sergio França criou novas receitas para incrementar o cardápio e incluiu, por exemplo, uma seção com opções para abrir o apetite: os Bolinhos trufados e os Profiteroles de queijo brie são alguns destaques. As massas artesanais frescas ganham reforço com o Ravioli de ervilhas frescas e queijo pecorino romano e molho de camarão e o Ravioli de queijo brie e compota de figo fresco, com redução de vinho do porto. O Risoto de polvo e vinho tinto chega brindando o outono. Enquanto o Bacalhau gadus morhua com arroz vermelho incrementa a seção de peixes, o Namorado ganha nova roupagem, agora com crosta de amêndoas, molho de manjericão e risoto de abobrinhas. O Carré de french rack grelhado com molho de ervas frescas e alho acompanha talharim e o Confit de pato com molho de azeitona verde e purê de mandioquinha são as novas opções entre as carnes. Para finalizar, o Napoleão descontruído, com sorvete de doce de leite, substitui a panacota. O chefe do bar, Jardel, aproveita o clima apresentando dois novos drinks: o Red Frida (gin, geleia de framboesa, cravo, mel e limão siciliano) e o Daiquiri de caju (run ouro, caju, xarope de açúcar, suco de limão e 43).

R. Desembargador do vale, 233 – Perdizes Tel.: (11) 3872 0050
www.descucina.com.br


Vecchio Cappelletti – Itália legítima

Há dois anos sob nova direção, o Vecchio Cappelletti vem sendo totalmente repaginado para ir ao encontro de suas raízes italianas. Com massas e molhos artesanais preparados da maneira tradicional, o restaurante surpreende com os sabores de uma Toscana genuína.

Após um incêndio em sua indústria química, à qual dedicou 22 anos de trabalho, Humberto Carmello foi levado a colocar um antigo sonho em prática: ter um restaurante italiano. Suas origens e o gosto natural por cozinhar foram motivações adicionais: “Meus quatro avós são italianos e minha família preserva até hoje as tradições. A casa era conhecida como cantina, mas estou em processo de transformação para que ela se torne uma tratoria, com receitas de família”, conta Humberto, que, além de contribuir para a criação de novas receitas, também coloca a mão na massa – literalmente. As massas e molhos são produzidos artesanalmente na casa, e os pratos preparados seguindo as receitas originais e as técnicas passadas de pai para filho. A cozinha privilegia o processo de cozimento lento como a chave do sabor. “Não usamos panela de pressão.

Extraímos todo o sabor das matérias-primas durante a cocção”, explica o proprietário, que já percebe resposta positiva do público e caminha na contramão da crise.

O ambiente também vem sendo modificado para trazer a atmosfera dos pequenos e aconchegantes restaurantes da Toscana para dentro do Vecchio Cappelletti. Assim, as toalhas das mesas, as taças e a decoração passaram por transformações e, em breve, uma nova cobertura retrátil deixará a parte externa ainda mais agradável nos dias quentes.

Sabores originais
Humberto, que sempre frequentou restaurantes do tipo, se coloca no lugar dos clientes para tentar realizar seus desejos gustativos. Além de receitas consagradas, como a Lasanha à bolonhesa original – com massa verde (a base de espinafre) ou branca –, feita em doze camadas de massa, com molho de pomodoro, queijos mussarela e parmesão e cobertura de molho branco, a casa inclui pratos sazonais ao cardápio. A sensação desse inverno é o Carciofo al inferno (uma alcachofra recheada). O Pappardelle também chega às mesas ocasionalmente, servido com manteiga trufada e carpaccio di taturfo neri (trufa negra). O Girasole – exclusivo do Vecchio – recheado com uma mussarela delicada coberto com molho de funghi alla crema completa a lista.

Todas as sobremesas são preparadas na casa: o Budino di latte (pudim de leite condensado) e o Tiramissu são os mais vendidos. Mas destacam-se também a pera briaca (pera bêbada) e a mela briaca (maçã bêbada), cozidas no vinho tinto e servidas com sorvete.

R.: Bartira, 1242 – Perdizes Telefone: (11) 3675 7073