Renda-se aos encantos da exótica Tailândia

Em 2016, a Tailândia recebeu perto de 37 milhões de turistas. Um prodígio, diante dos 6,6 milhões que o Brasil recebeu no mesmo ano – número vitaminado pela realização dos jogos olímpicos no Rio. Por conta dessa demanda, vigora no país um receptivo que não deixa a desejar, seja qual for o quesito. Aqui, uma seleção das mais glamorosas alternativas de hospedagem na cosmopolita Bangkok – capital da Tailândia e porta de entrada para esse território oriental de imensa beleza.

Por: Carlos Eduardo Oliveira

ANANTARA BANGKOK RIVERSIDE RESORT

A área interna é uma verdadeira galeria de arte, com louças, quadros, esculturas, estátuas, fotos e intervenções espalhadas no lobby e pelos longos corredores dos três blocos do espaçoso empreendimento. Os quartos exibem o mesmo padrão suntuoso-funcional do coirmão Anantara Siam. Sobre a mesa-escritório, celulares para uso gratuito durante a estadia, quer para chamadas locais ou mesmo para ligações internacionais (somente EUA e alguns países europeus).  Estrategicamente situado na margem do rio Chao Phraya, cartão-postal da cidade, o Anantara Riverside tem clima de resort – em meio a palmeiras e coqueiros, a área de lazer e o amplo conjunto aquático dão a medida exata de um paraíso dos trópicos. Para não perder: ao cair da tarde, drinques à base de Mekhong, o destilado nacional, observando os reflexos do crepúsculo sobre o rio, no simpático bar do píer.  

Do mesmo píer zarpa a frota de barcos-shuttle do hotel. Belas embarcações de madeira, confortáveis, estilizadas à semelhança das antigas barcaças que cruzavam o Chao Phraya transportando mantimentos. O embarque é gratuito, com destino a atrações turísticas, centros de compras (caso do notório shopping Asiatique) e ao metrô de superfície da cidade, que é fácil de acessar e conduz o visitante a vários pontos de interesse da capital (incluindo seus famosos mercados).

AVANI HOTEL

O Avani pratica um conceito contemporâneo de hospedagem, que começa pela jovem e solícita equipe, trajando simpáticas bermudas e paletós lilás. Palco de algumas das grandes festas “modernetes” da cidade, a atmosfera é de balada permanente, com música dançante nas áreas comuns (sem nunca abusar do volume). Nos elevadores, grandes TVs de led de última geração anunciam as atrações e opções de lazer do hotel. A arquitetura dos aposentos é ousada, privilegiando inovações curiosas, como as pias estrategicamente posicionadas no centro dos quartos. Sua grande credencial, entretanto, é fazer da hospedagem ali um grande lazer cotidiano, ao situar-se anexo a um dos shopping centers mais movimentados da capital: lojas de roupas de preços convidativos, comodidades para o visitante (farmácia, lojas de câmbio, de conveniência, etc.) e excelentes opções de gastronomia (não necessariamente a local), ainda que nesse quesito exista o risco de vício incurável na Thai Express, rede fast food de comida tailandesa com loja no local.

No lobby, funciona uma pequena loja de pâtisserie francesa simplesmente irresistível, assinada pelo próprio Avani. A recepção em si fica no 11º andar, onde o amplo ambiente, total-mente envidraçado, descortina a vista espetacular de Bangkok e um nascer do sol inesquecível, a quem se dispuser a madrugar. Contíguo à recepção fica o restaurante oficial do hotel – o brunch matinal de menu pan-asiático é capaz de converter o mais xiita adorador da dobradinha café com leite + pão na chapa.

Spa e academia completa funcionam no 26º andar, ao lado da cereja do bolo: o Attitude Rooftop Bar, um dos mais badalados “sky bars” de BKK na atualidade, sinônimo de ótimos drinques junto à piscina de borda infinita, e para onde converge a juventude “in” da capital tailandesa.

ANANTARA SIAM

Ao adentrar os suntuosos aposentos do Anantara Siam, o turista brasileiro é surpreendido pelos acordes da bela Ambrosia – A Reminiscent Drive, hit de pis-tas de dança do DJ francês Jay Alanski, cantada em português, e por mimos thai (flores, docinhos, frutas típicas). E isso é só o começo: situado no coração de Ban-gkok, a poucos metros do badalado centro comercial da cidade (a região de Siam, daí seu nome), o hotel Anantara Siam é experiência memorável. Suas acomodações privilegiam muito veludo e madeiras nobres na decoração. No lobby, a majestosa escada em mármore conduz a um imenso mural ilustrado com de-senhos que evocam lendas do reino do Sião (nome ancestral do país). Charmo-sos, um bar e um café são um ponto de encontros sociais ou de negócios mesmo para não-hóspedes – e o elegante chá da tarde recebe quase diariamente senhoras da alta sociedade de Bangkok. Circundando um lago com carpas e um jardim vertical que avança andares acima, o lobby interno é um mundo à parte: há joalherias, grifes asiáticas de moda, lojas de artesanato e de charutos, cafés e até uma livraria do Metropolitan Museum de Bangkok. Destaques para a pequena butique dedicada a single malts escoceses raríssimos, de pequenas destilarias; e para o Acqua Bar, palco das happy hours e do café da manhã ao melhor estilo thai, mas levemente ocidentalizado. Em que pese a criativa carta de gin tônica do Acqua, nos fins de semana um carrinho customizado do champanhe Taittinger faz as honras dos hóspedes. De quebra, o Anantara Siam pontua sua excelência abrigando um dos melhores restaurantes da cidade: o Spice Market. Tudo lá é bom: preços, atendimento primoroso e pratos típicos com o melhor da culinária tailandesa – verdadeiras sinfonias de sabores.

CENTARA GRAND AT CENTRA LWORLD

Parte de uma cadeia internacional, o hotel Centara Grand & Bangkok é notório não apenas pela excelência de suas instalações, mas por funcionar anexo ao megacomplexo de entretenimento CentralWorld, que inclui restaurantes, cinemas, hipermercado e lojas de grifes internacionais de diversos segmentos. Mas, acima de tudo, seu cartão-postal é o glamoroso Red Sky Bar, que atrai legiões de visitantes. Não apenas pela espetacular visão 360 graus de Bangkok, ou pelos ótimos ser-viço e cardápio, mas pela atmosfera cativante, chique, urbana, e por conveniências que incluem confortáveis sofás circundando a torre onde fica o bar e até camas – sim, camas –, quando e se o cliente precisar de um relax.   

Localizado nas alturas 56º andar), o Red Sky é uma nave-mãe  que abriga em si vários outros ambientes. Um enorme arco em neon ilumina ao redor, mudando de cor à medida que a noite avança. Tudo ao som envolvente de uma trilha sonora perfeita (jazz, trip hop, soul), não raro executada ao vivo. No ponto mais alto do complexo, o exclusivo lounge do champanhe Mumm dá as boas-vindas, abrindo os trabalhos antes dos bons coquetéis do barman da casa, como o Chamboard Whisper (licor Chamboard, licor de sabugueiro, champanhe, geleia de framboesa, mirtilo). A carta de vinhos não decepciona. O menu de comidas é curto, e bastante focado em ingredientes importados (de lagosta do Maine a foisgras francês), sem que isso signifique “detonar” o cartão de crédito. Da cozinha vêm maravilhas de inspiração europeia que desafiam os sentidos: ao chegar à mesa, o Surf’n’Turf harmoniza, nas mesmas garfadas, camarões, lagostas, peixes e um pato de memorável cocção.