A segunda coluna de cervejas

Um papo com colarinho sobre cervejas.

Por: Leonardo Millen

Na piscina 2

O verão continua e as loirinhas na piscina são sempre bem-vindas! Aproveitei para experimentar três criações da Berggren, uma cervejaria de Nova Odessa. Descobri como eles espantam aquele calorão do interior paulista. Comecei com uma Bock que me remeteu aos anos 90, quando esse estilo era moda, com forte gosto de malte queimado que lembra até café. Inusitada. Depois fui de Strong Ale, que me impressionou por ser bem leve e refrescante, pouco usual nesse estilo. E finalizei com a ótima Ipa do rótulo da “besta irada” de olhos vermelhos, com 70 de IBU em equilíbrio com seu sabor marcante, cítrico e apenas 6% de teor. Ou seja, deu para beber várias sem enjoar.

Urso invade São Paulo

Fui conferir a inauguração do Bar do Urso, em Pinheiros,  primeiro bar temático da cervejaria Colorado. Essa artesanal de Ribeirão Preto foi pioneira em entrar no mercado formal por sua qualidade e poder de distribuição. Tanto que a Ambev a arrebatou em 2015. Por isso, restava a dúvida: será que eles vão mudar as receitas originais? Falei com o Marcelo, o ex-“atual”dono, e o Laércio, lendário mestre-cervejeiro, que me provaram na prática que os deliciosos líquidos que jorram das torneiras – Cauim (pilsen), Appia (trigo), Indica (IPA) e Vixnu (imperial IPA) e uma surpresa – são mesmo Du…colorado!! Vá e se delicie. Mas leve o celular para pedir um petisco delivery, pois lá só se serve cerveja… Que amigo urso danado!

Dupla de dois

Um amigo me visitou e tomamos duas ó˜ mas cervejinhas: a Göttlich Divina! e a Revenge. A primeira é de trigo bem turva, com 5,8% de teor, a tal levedura Wheihenstephan, e adição de guaraná, que não a transforma em um energético…
É para pedir bis. Já a Revenge, uma American India Pale Ale, é para se beber bem fria… (não resisti). O rótulo da bruxa chapeuzinho vermelho capturando um ratão se contrapõe ao sabor suave, cítrico e saboroso dessa puro malte, corpo médio
(surpresa!), 7,5% de teor e 60 de IBU. Será que depois de umas três a bruxa vira princesa?!

Have a drink on me

Foi inevitável lembrar do hit do ACDC quando bebi esta deliciosa latinha. Viajei para minha adolescência metaleira enquanto sorvia o líquido claro, bem refrescante, que me deu vontade de classificar essa alemãzinha da Karlsberg de outra forma: perfeita para beber num show (ainda por cima, é um latão de 568 ml com 5% de teor) ou balada rockn’roll.

Bem-vindo ao clube

Associa-se a clubes de cerveja é uma ótima maneira de receber em casa uns rótulos diferentes todo mês. O Clubeer é um deles, tanto que me enviou como teste uma Corsendonk Angus Tripel Ale. A belga dourada, turva, de 7,5% de teor, é cítrica, mas equilibrada. Desce redondo até demais. Aguardo mais novidades…

Falando em lata…

Tomei uma “latinha” (650 ml) de Sapporo. Essa aí é manjada, mas se japonês faz saquê, que é arroz fermentado, por que não fazer uma cerveja boa? E valeu porque além de ser uma Lager Premium tradicional (desde 1876), 4,9% de teor e refrescante, acompanhou tão bem uma farofinha de bacon no meu jantar. Tanto que pus o “casal” para dançar (foto).


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