A Princesa Fashion

Uma das maiores estilistas do planeta, Diane Von Fürstenberg revela, em entrevista exclusiva, seu amor pela moda, pelas mulheres e pelo Brasil

Por Leonardo Millen

Foram exatos sete meses de namoro até que eu recebesse o OK para esta entrevista exclusiva com Diane von Fürstenberg. Ela se acidentou, entrou em férias… Enfim, no final foi gratificante.Diane é um ícone da moda mundial. E sua vida particular é tão incrível quanto sua trajetória profissional. Diane nasceu na Bélgica, em 1946, filha de um imigrante romeno com uma judia grega sobrevivente do Holocausto. Aos 18 anos, quando estudava Economia na Universidade de Genebra, conheceu o Príncipe Egon von Fürstenberg, filho mais velho de um príncipe alemão e de uma das herdeiras da Fiat. A nobreza europeia torceu o nariz por ela ser judia e plebeia de classe média. Cinco anos depois, em 1969, eles se casaram. Diane Simone Michelle Halfin virou a Princesa Diane von Fürstenberg.Jovem, bonita e cheia de vida, Diane não queria a vida protocolar de salões de baile, eventos beneficentes e chás da tarde. Descolou um emprego como desenhista na Ferreti, uma empresa de design náutico. Descobriu ali sua aptidão para as estampas. Em 1970, ela juntou perto de US$ 30 mil e deu seu grito de liberdade: montou um ateliê de moda feminina.Quis também o destino que Egon recebesse uma proposta de trabalho e o casal precisou se mudar para os EUA, em 1972, levando com eles o filho pequeno, Alexander. Eles tiveram ainda Tatiana, que já nasceu em Nova York. Entretanto, o casamento desandou e Egon e Diane divorciaram-se em 1973.Um pouco antes do divórcio, Diane inventou o “wrap dress”, o “vestido-envelope”. E contou com a força do sobrenome real para apresentá-lo à poderosa Diana Vreeland, editora da Vogue americana, que lhe abriu as portas da fama. Sua criação virou febre no mundo inteiro de tal forma que o vestido é considerado um símbolo fashion da liberação feminina dos anos 70. O primeiro exemplar está até hoje imortalizado e exposto na coleção do Costume Institute do Metropolitan Museum of Art em Nova York.

Veja a matéria completa na revista Go’Where nº89.