Moda sobre tela, a inspiração de Fernanda Yamamoto

Pelo segundo ano consecutivo, a estilista Fernanda Yamamoto encara o Fashion Week com muita personalidade e ganha destaque na imprensa especializada por seu estilo feminino, audacioso e cheio de formas. Na coleção inverno 2012, o que se viu na passarela foi uma releitura contemporânea da época renascentista, com o luxo presente em cada detalhe

Por Lilian Anazetti

Fotos Wellington Nemeth

Feminilidade hoje e sempre. Assim Fernanda Yamamoto, jovem rosto que desponta na moda brasileira, define um dos traços principais de seu estilo. “Eu acho que as mulheres deveriam usar mais vestidos. Eu não uso calça, é muito difícil. Uso vestido no verão ou no inverno, não importa o clima. É uma peça que traduz feminilidade por si só, não deve faltar no guarda-roupa de nenhuma mulher”. E foi essa inspiração tão feminina que norteou a última coleção da estilista. A época mais iluminada da arte, da ciência e da cultura, conhecida como período renascentista, esteve presente nas passarelas da última São Paulo Fashion Week, na edição do inverno 2012, por meio de retratos da imperatriz Bianca Sforza estampadas sobre jacquard. O resultado? Uma coleção rica em detalhes e carregada de brilho, com destaque para os vestidos e casacos com canutilhos bordados nos ombros e punhos.

Assim como o Renascentismo descobriu novas formas de expressão, a estilista introduziu novos conceitos ao seu trabalho, levando para a passarela peças mais racionais, em comprimentos variados, de silhuetas secas, com vazados geométricos e poucos volumes, onde se buscou exaltar a beleza clássica e o corpo humano. “Eu quis escolher um tema específico, mostrar que as roupas do passado poderiam servir como inspiração para criar uma coleção contemporânea. O grande desafio foi tomar cuidado para as peças não ficarem com ‘cara’ de figurino”, explica Fernanda. A cartela de cores também foi fundamental para deixar transparecer os ares do Renascimento. “Usei tons envelhecidos, mais sujos, muito marrom, bordô, verde militar, preto, dourado, vermelho e caramelo, bem a cara das pinturas a óleo típicas daquela época”. Jacquard e outros tecidos, como um poliéster japonês bem fininho com pinceladas de foil, algodão com fios de lurex e silkscreen metalizado, complementaram as texturas, tudo com uma pitada de sensualidade. “Gosto do toque sensual sem excessos, acho que também imprime feminilidade”.

Leia a matéria completa na revista Go’Where n° 92