Cidade do mundo

Essa é apenas uma das maneiras para definir São Paulo, segundo o jornalista Chico Pinheiro. Há 20 anos morando e trabalhando na cidade, ele revela o que gosta de fazer fora do ar e se mostra um pai dedicado e um homem apaixonado por música e livros
Por Lilian Anazetti
Fotos Wellington Nemeth

Há 14 anos à frente da bancada do SPTV – jornal diário apresentado na TV Globo no horário do almoço – o jornalista Chico Pinheiro discute e informa problemas políticos e econômicos da cidade e tenta encontrar soluções viáveis para um dia a dia menos estressante. Mas fora do ar, ele revela que estressante mesmo é a sua rotina. “Na verdade, eu não tenho rotina. Vivo na ponte aérea Rio-São Paulo e a única coisa certa é que todos os dias, às 11h30 da manhã, eu estou dentro do estúdio para apresentar o SPTV”.
Mineiro, nascido em Santa Maria do Rio Grande do Sul, Chico mora em São Paulo há exatos 20 anos. “Quando eu cheguei de Minas não conseguia me situar, me entender. Só o tempo e as vivências com a cidade foram me fazendo sentir alguma coisa no coração. Como minha cabeça está sempre cheia de música, São Paulo pra mim é Caetano: ‘alguma coisa acontece no meu coração’. Mesmo com os problemas, essa é a cidade síntese do Brasil, da América Latina; é uma cidade do mundo. Sempre quando estou chegando, ainda no avião e principalmente à noite, reparo naquele mar de luzinhas e finalmente consigo ver na cidade um tanto do meu rosto e do meu coração”. E esse coração também bate forte pela profissão, exercida já há 40 anos. “A primeira vez que entrei numa redação foi em 1971.

Na Globo fiquei por um tempo, saí, trabalhei com outras coisas, inclusive com música, e então voltei há 14 anos para apresentar o SPTV e o Sarau, na Globo News. Fora esses dois programas fixos, já passei por todas as bancadas; do Jornal Nacional ao Bom Dia Brasil”. Durante toda a entrevista, Chico, de alguma forma, fez referência à sua paixão pela música. “Sou apaixonado por Bach, mas gosto também de músicas mais modernas e de música brasileira, do samba.

Acho uma coisa tão especial, algo que só acontece nesse cantinho do Atlântico Sul”. É por isso que quando surge uma brecha na agenda, gosta de frequentar as rodas de samba. “Vou ao Largo da Batata, à Vila Madalena, nesses bairros têm bares muito legais, como o Bar Mangueira”, conta. Mesmo com essas escapadelas, o jornalista se considera caseiro. “Adoro curtir um DVD, ouvir música, ler, fazer um churrasquinho com os amigos”.
Veja a matéria completa na revista GO’Where nº87