Edson Celulari – “Ser ou não ser Galã: essa é a questão”

Edson Celulari - Go'Where Luxo

Edson Celulari sempre foi sinônimo de elegância e beleza. Hoje, aos 56 anos, ele retorna à TV com os fios grisalhos e desalinhados, barba malfeita e roupas simples.

Por Malu Bonetto | Fotos Marcelo Faustini | Styling Ana Hora | Make/Hair Nat Rosa

Edson-perfil

O Ator Edson Celulari, que já viveu inúmeros galãs na Globo, pode ser visto – desde o início de agosto – na série Animal (do GNT), como o biólogo João Paulo Gil, conhecido por seus estudos sobre psicologia evolucionista e que herdou do pai uma doença degenerativa chamada teriantropia, que faz com que ele pense ser um animal (no caso, um puma) em momentos de crise. A trama se passa na cidade fictícia de Monte Alegre do Sul, local cercado de mistérios, acontecimentos sombrios, que foi povoado por duas famílias que, ao longo dos anos, foram casando entre si. Isso explica a grande quantidade de loucuras e anomalias em sua população. O assassinato do pai do Dr. Gil fez com que sua mãe o levasse para São Paulo. Lá, ele se afirma como um biólogo investigativo e, cinquenta anos depois, decide retornar à sua cidade natal na esperança de encontrar a cura para sua doença e desvendar histórias de sua família. Em entrevista exclusiva a Go Where Luxo, Edson Celulari fala sobre essa experiência e muito mais!

 

Como é interpretar o Dr. João Paulo, em Animal?

Ele é um grande presente. Um personagem maduro que enfrenta, com muita coragem, uma doença hereditária, progressiva e, até agora, incurável: a teriantropia, que faz com que a pessoa se sinta como um animal.

A série mal estreou e a próxima temporada já está prevista para o segundo semestre de 2015…

Vivemos um momento de procura enorme por novos formatos e novas possibilidades de entretenimento.
A parceria inédita entre Globo e GNT, a contratação de uma produtora independente, no caso a Accorde, também foi muito feliz. Quando os primeiros episódios ficaram prontos e foram vistos no Rio, o retorno já foi muito positivo. Foi um indicativo de que o caminho escolhido estava certo, então fomos em frente.

Um dos motivos para o Dr. Gil voltar à cidade natal é a busca pela cura da doença dele. Se você pudesse, a cura de que doença gostaria de descobrir?

Acho que o câncer é uma doença tão traiçoeira e cruel que descobrir a cura definitiva seria uma benção, eu torço para que isso aconteça. Uma vacina de honestidade irreversível também não seria mal. Já pensou a gente com uma seringa dessas na mão lá no Congresso Nacional?

 

O Dr. Gil herdou a doença do pai. O que gostaria que seus filhos herdassem de você?

Acho que um pouco de tudo, mas, principalmente, a iniciativa de correr atrás daquilo em que acredita e nada de teimosia. Mas acho que isso será impossível!

Falando em filhos, como é a relação entre vocês?

O Enzo (17 anos) e a Sophia (11 anos) formam a dupla mais dinâmica que conheço, são muito alegres e festeiros. Nossa relação é de grande cumplicidade, gostamos de estar juntos. Sou um pai orgulhoso e carinhoso, mas atento aos limites necessários. Tento olhar diferente para cada um deles, o que não é tarefa fácil.

Quando decidiu que queria ser ator?

Antes de escolher o caminho artístico, queria ser engenheiro eletrônico, astronauta, jogador de futebol, dentista e cientista. Admirava os descobridores, aqueles que encontravam soluções pro nosso dia a dia. Adorava os matemáticos também e estava sempre tentando resolver equações complicadas. A geografia me tirava do chão e me transportava pra outros cantos do planeta. Os jogadores de futebol também eram meus heróis, juntamente com os personagens dos folhetins de capa-espada do Alexandre Dumas (Os três mosqueteiros e O conde de Monte Cristo).