Homem de opinião

Comandando o programa Escola para Maridos, na Fox Life, Luigi Baricelli contou para Go’Where Luxo como está sendo a experiência de apresentar um reality show e o que pensa sobre o mundo da fama.

Por: Malu Bonetto

homem1Aos 45 anos, Luigi Baricelli tem uma carreira invejável na TV. Além de ter apresentado o programaVideo Show, coleciona sucessos na telinha, como o Romão, do seriado Malhação (personagem que fez dele campeão de cartas na TV Globo, entre 1995 e 1998), o Fred, de Laços de Família; e, agora, a apresentação do programa Escola para Maridos, no canal Fox Life. A adaptação brasileira do programa (o formato original é argentino) tem a participação da psicoterapeuta Ana Canosa e dos apresentadores Felipe Solari e Diana Bouth. Os oito casais participantes estão prestes a se separar e  passam por aulas teóricas e práticas para tentar salvar o relacionamento. “O convite para apresentar o reality veio em um momento em que eu queria fazer algo relevante na TV e acredito que estamos acrescentando algo na vida das pessoas. Esse é o formato de reality que gosto, que mostra a transformação das pessoas.  Não gosto daqueles que deixam os participantes como se estivessem dentro de um aquário – se é para assistir a isso, prefiro comprar lindos peixes e ficar olhando.”

“É preciso desconstruir nossos hábitos para incluir o outro no seu dia a dia”

homem2Casado há 24 anos com a Andrea, mãe de dois de seus filhos – Vittorio, 19 anos, e Vicenzo, 15 anos (ele tem outra filha, Rubia, 26 anos), Luigi acredita que a relação é construída diariamente. “É importante ter claro que a sua felicidade depende exclusivamente de você e não de quem está ao seu lado. Depois, é preciso ir conquistando a outra pessoa diariamente – afinal, não é porque você já conquistou algo que precisa se acomodar. Pelo contrário, a zona de conforto faz algumas pessoas deixar de somar na vida do outros e passar a subtrair, o que sabemos que não é saudável, pois todos acabam perdendo. É preciso desconstruir seus hábitos para poder perceber e incluir o outro no seu dia a dia”, diz o ator e apresentador, que adora estudar o comportamento humano.

Para quem está adorando a notícia de que Luigi voltou à telinha, ele afirma que em momento algum ficou afastado da TV. “Quando recebi o convite da Fox, estava contratado pela Rede Globo. Eu não entendo essa mania que as pessoas têm de achar que só porque não estamos fazendo novela deixamos de ser artistas, que nosso único trabalho é a televisão”, diz, ao lembrar que reincidiu o contrato com a emissora carioca numa boa.

“As pessoas ficam planejando o futuro e deixam de viver o presente”

homem3Outra coisa que incomoda Luigi é a cultura de celebridade. “As pessoas, em vez de buscarem trabalho, estão buscando a fama e eu, com minha experiência, sei que a fama é consequência do trabalho, assim como o dinheiro. Acham que só porque a outra tem dinheiro, ela não é legal. Mas, poxa, ela batalhou para conquistar as coisas, é um direito dela ter um bom carro, uma boa casa. Não é questão de ostentação e sim de conquista. As pessoas têm mania de pensar no pós e não no durante, ficam planejando o futuro e deixam de viver o presente, esquecem que qualquer coisa que fizermos no presente pode mudar o futuro.” Para exemplificar sua opinião, ele usa a famosa discussão entre taxistas e motoristas de Uber. “Daqui a pouco nem teremos mais motorista nos carros, então os atuais devem se aperfeiçoar e oferecer um serviço maravilhoso para que no futuro a gente preferira um carro com motorista do que um guiado por máquinas”.

“É melhor continuarmos fazendo nosso trabalho o melhor possível e cuidar da nossa casa”

Vivendo na ponte aérea São Paulo – Miami, onde moram a esposa e os dois filhos, Luigi conta que a família se mudou porque queria que os filhos convivessem com diferentes culturas e saíssem da zona de conforto. “O fato de o Vicenzo ter altas habilidades também foi decisivo porque, aqui no Brasil, as pessoas não sabem lidar com isso. Por mais que ele tenha frequentado ótimas escolas, aqui não há estrutura e não é culpa dos professores, é culpa da infraestrutura da educação aqui.”

Orgulhoso, também conta que nos Estados Unidos essa característica foi identificada e que o filho hoje desenvolve ótimos trabalhos audiovisuais. E já que ele mora no exterior e se adaptou bem em solo americano, nada mais natural do que perguntar a ele o que acha da eleição de Donald Trump. “Acho engraçado os brasileiros falando do Trump. O que entendemos de política internacional? É melhor continuarmos fazendo nosso trabalho o melhor possível e cuidar da nossa casa.”