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Mariana Ximenes

Pontualíssima, Mariana Ximenes chegou ao estúdio esbanjando simpatia. Aos 30 anos, a atriz tem um currículo invejável, com mais de uma dezena de novelas e longas metragens, dois curtas, nove séries de TV e muitos prêmios. O teatro também marcou sua trajetória profissional, com peças importantes, como Paixão de Cristo e Os Lusíadas. Em São Paulo, ela está prestes a encerrar a temporada 2011 da peça Os Altruístas, onde, além de atuar, pela primeira vez é também a produtora. “Quando o Guilherme Weber me falou do papel, eu li a peça em inglês e achei muito interessante. Resolvi produzir e aí começou a peregrinação por parceiros, patrocinadores, elenco, tudo. O bacana é que é também a primeira direção do Guilherme, então a gente conseguiu montar um time superlegal de atores, todo mundo fica em cena o tempo inteiro e a peça é, basicamente, uma crítica às neuroses urbanas. Superatual. É uma forma de falar sobre altruísmo mostrando jovens que não são nada altruístas”. Para vestir a personagem – uma atriz de novela que beira um ataque de nervos – Mariana precisa de muito preparo físico. “Ela se movimenta demais no palco, saio da peça exaurida”.
O texto, do dramaturgo norte-americano Nicky Silver, mistura humor com denúncia da hipocrisia das pessoas. “A Sidney é uma estrela de novela desequilibrada, politicamente incorreta e verborrágica. A profissão é a única semelhança dela comigo, mas meu interesse em interpretá-la é por ela pertencer à fantástica galeria de mulheres do Nicky Silver. Brincamos com o fato de também ser uma protagonista de novelas, mas isso não foi decisivo para a escolha do papel”, conta Mariana, que recentemente esteve nas telinhas em Passione e não tem previsão de retornar às novelas. A peça encerra sua temporada em São Paulo ainda em dezembro, com grande sucesso de público. Para o próximo ano, o plano de Mariana e do elenco – Kiko Mascarenhas, Miguel Thiré, Jonathan Haagensen e Stella Rabello – é levar o espetáculo para o Rio e Brasil.

As mil faces da mesma atriz

Paralelamente, a atriz também está gravando o longa metragem O Gorila, de José Edurado Belmont. “É uma correria danada, mas eu gosto. E como as gravações do filme são também em São Paulo, estou aproveitando para ficar mais na cidade, que
adoro. Eu nasci e me criei aqui, sou superapegada”, diz, enquanto verifica as novas mensagens no celular. Aliás, Mariana está sempre conectada. Pouco antes da entrevista, sua preocupação era encomendar um bolo de aniversário para a mãe. “Vamos comemorar depois do espetáculo e quero fazer uma surpresa”. A boa relação com a família sempre contou muito no sucesso da atriz. Aos 12 anos, ela já fazia comerciais e aos 13 estreou em sua primeira novela, na extinta TV Manchete. “Eu sempre quis ser atriz”. Mas seu primeiro papel de destaque na TV foi em 2000, na novela Uga-Uga, de Carlos Lombardi. “Até hoje me param nas ruas para falar da minha personagem, a Bionda. É muito legal”.
Depois disso, muitos papéis de destaque entraram para o currículo de Mariana, entre eles a minissérie A Casa das Sete Mulheres – pela qual foi indicada na categoria de Melhor Atriz ao Prêmio Inte, dedicado à indústria da televisão em espanhol (é uma espécie de Oscar latino da indústria televisiva hispânica) – e seu primeiro papel de mocinha, na novela Chocolate com pimenta (2003). Em seguida, muitas outras, como América, Cobras e lagartos, A favorita e, mais recentemente, Passione, quando viveu a vilã Clara. No cinema, foram mais de 10 trabalhos, entre elas A Morte de Quincas Berro D’Água.

Veja a matéria completa na revista Go’Where nº91.

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