Renata Kuerten

Aos 28 anos, Renata Kuerten está na melhor fase de sua vida. A loira, que já desfilou no Brasil, Europa e Estados Unido para as mais importantes grifes do universo da moda, hoje brilha no comando do programa Conexão Models, na Rede TV!. Em entrevista a Go’Where Luxo, a top apresentadora fala sobre os desafios do início da carreira, seus segredos de beleza e suas viagens prediletas.

Por: Malu Bonetto

Linda, loira e sensual. Com esses predicados, fica fácil adivinhar por que a top model Renata Kurten é uma das modelos mais requisitadas nas passarelas e nas campanhas publicitárias. Mas o sucesso de Renata vai além do mundo da moda. Há quase dois anos, a loira está encarando o desafio de ser apresentadora de TV e tem agradado em cheio o público à frente do Conexão Models, na Rede TV!, programa que apresenta atualmente, aos domingos. Nascida em Braço do Norte, interior de Santa Catarina, Renata conta que aos dez anos já sonhava com a carreira internacional de modelo. Aos 15, foi descoberta por um olheiro na sua cidade natal e uma semana depois estava fazendo desfile para a Ellus, em São Paulo, e um mês depois já estava desfilando na Europa.
A seguir, a top fala sobre a infância na roça, carreira, beleza e viagens.

renata1GW: Durante sua infância, ainda em Braço do Norte, você trabalhou na roça. O que lembra daquela época?  
RK: Levávamos  uma vida muito simples, mas na minha casa nunca faltou educação e amor. Foi um período muito feliz da minha vida, em que toda a família ajudava na roça. Com exceção de pouquíssimas coisas, consumíamos aquilo que a gente plantava ou criava. O bom daquele tempo é que coisas bem simples nos deixavam bastante felizes. Lembro o quanto era bom quando minha mãe preparava pão caseiro para a gente ou quando minhas irmãs e eu juntávamos uma grana extra vendendo laranja para gastar na festa da cidade. Acho que a união da minha família veio desse período. Sempre passamos muito bem pelas dificuldades em razão da nossa união. Um ajudava o outro e estava tudo certo.

GW: Verdade que aos dez anos você já queria ser modelo?
RK: Ser modelo sempre foi um sonho. Minha mãe conta que eu ficava treinando passarela no caminho de cimento que existe entre o tanque de lavar roupas e a cozinha da minha casa.

GW: Você começou a modelar aos 15 anos, acha que perdeu a infância e a adolescência por isso?
RK: Imagina! Minha infância foi muito melhor do que qualquer infância dos dias de hoje. Tive a felicidade de crescer em uma cidade pequena. Fomos criados soltos e sempre fazendo muita arte. Não consigo entender como as crianças de hoje em dia só querem saber de videogame…

GW: O que diria para quem acha que a vida de modelo é puro glamour? 
RK: Vida de modelo é tudo, menos glamour. Somos julgadas o tempo todo, passamos horas e horas esperando. Para ter sucesso é preciso muito profissionalismo e dedicação. Mesmo em nosso momento de folga, não dá para descuidar do corpo, da alimentação. Levar uma vida saudável é quase que pré-requisito. E como toda profissão, a minha tem o lado bom e o ruim.

GW: Algum conselho para as meninas que querem ingressar nessa carreira?
RK: Eu diria que é preciso ter muito foco e persistência. Ao contrário do que muita gente imagina, ser modelo não tem a ver só com beleza. Existe muita gente que nem é tão bonita assim, mas que faz um grande sucesso pelo carisma e pelo profissionalismo. Hoje em dia, não tem mais espaço para aquela modelo que chega ao trabalho desarrumada, atrasada e que trata mal a equipe. O mundo mudou e ninguém quer perder tempo com isso. Para quem está começando, o meu maior conselho é: seja persistente e, quando conseguir uma oportunidade, não perca a chance de mostrar o maior profissionalismo possível.

GW: Qual segredo para ser uma modelo de sucesso?
RK: Profissionalismo, profissionalismo e profissionalismo. A Gisele só é a Gisele porque é a pessoa mais profissional que já passou no mundo da moda. Não existe um produtor, maquiador, fotógrafo ou assistente que não elogie a forma como ela trabalha. Está sempre no horário, de bom humor e impecável. Tem um bom senso incrível e é supersensata. E olha que ela é a Gisele…

GW: Imaginava que iria rodar o mundo como modelo?
RK: Tive a oportunidade de conhecer o mundo graças à minha profissão. Passei por Munique, Nuremberg, Berlim e Hamburgo, na Alemanha; Paris, na França; Milão, Verona e Roma, na Itália; Amsterdam, na Holanda; e Lisboa, em Portugal. Sempre procurei ter contato com as diferentes culturas e a história dos lugares que visitei. Hoje tenho amigos no mundo todo e muitas lembranças bacanas. No final, é isso que conta.

GW: Com tantas viagens, há alguma inesquecível?
RK: Para mim, todas são inesquecíveis. Amo cada uma do seu jeito, mas, com certeza, a minha primeira vez em Paris, aos 16 anos, sem dúvida, foi a mais marcante na memória e no coração. Lembro de chegar lá e ver aquela torre toda acesa. Foi mágico!

GW: Tem alguma viagem que pretende fazer ainda?
RK: Quero muito conhecer a Ásia. Nunca fui até hoje porque acho longe demais. Mas, até ano que vem, tiro um tempinho pra conhecer tudo por lá.

GW: Você sempre se preocupou em manter a forma ou isso veio com a carreira de modelo?
RK: Sempre levei uma vida muito saudável. Nunca fumei, bebo muito pouco e amo me exercitar e comer bem. Isso faz parte de mim, não faço nada disso por causa da minha profissão. A minha forma é resultado do meu meio de vida. Bebo muita água e nunca cometo exageros, nem para mais nem para menos.

GW: Pratica alguma atividade física?
RK: Tenho fases. Já pratiquei yoga, já fiz aula de circo, já andei de skate, bicicleta, já pratiquei natação… Atualmente, mantenho a forma fazendo aulas de lutas – frequento o boxe, o muay thai e até mesmo o jiu-jitsu. Também tenho corrido bastante.

GW: O que acha do padrão de beleza atual?
RK: Existe isso? Vai ver é por isso que tem um monte de gente que eu acho linda, mas que outras pessoas criticam (risos). Brincadeiras à parte, não concordo com essa história de “padrão de beleza atual”. Acho que todo mundo tem sua própria beleza e não existe nada mais feio do que alguém tentando ser o que não é.

renata2GW: E quem é a Renata no dia a dia?
RK: Acima de tudo, sou muito feliz. Eu me sinto bastante realizada e sou muito agradecida pela vida que tenho e pelas pessoas que sempre me ajudaram. Nas horas vagas gosto de ir ao cinema, brincar com os meus cachorros, ficar em casa. Minha vida é bastante simples.

GW: Você diria que é uma modelo apresentadora ou apresentadora modelo?
RK: Essa é uma definição que não cabe. Sinto que as atividades se completam e não tenho preferência.

GW: Como surgiu o convite para se tornar apresentadora?
RK: O Eli, dono da Mega, agência que me representa, me chamou para uma reunião e apresentou o projeto. Como eu confio muito nele, topei na hora.

GW: Você começou como apresentadora no Chega Mais, onde dividia o palco com o Matheus Mazzafera. Agora no Conexão Models, ficou só você. Por que isso?
RK: Foi uma opção do diretor do programa. Como eu não participei disso, não saberia responder… Mas posso dizer que estou adorando apresentar um programa despretensioso, alegre e com o objetivo de levar diversão e risadas para a casa das pessoas.

GW: Acha que sua experiência de modelo facilitou para ficar tão à vontade diante das câmeras?
RK: Isso, sim! Modelo sabe se posicionar de acordo com a luz, já aprendeu a dominar a timidez.

GW: Você é bem assídua nas redes sociais. É uma maneira de estar mais próxima dos fãs?
RK: Sim, é com eles que me comunico. Parece que eles têm curiosidade de conhecer o meu dia a dia e não me importo de mostrar isso para eles.

GW: Não tem medo do assédio?
RK: Não, até porque o assédio nem é tão grande assim. Adoro quando alguém me para e pede uma foto ou elogia algum trabalho que eu fiz.

GW: Você fez 28 anos em setembro, quais os planos para esse novo ciclo?
RK: Continuar sendo muito feliz!