Dê um up no seu currículo

Em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo como o nosso, toda e qualquer qualificação pode se tornar um diferencial na hora da contratação.

Por: Malu Bonetto

Independentemente do perfil do profissional, ter uma vivência internacional é dar um salto na carreira e na vida pessoal. Afinal, o intercâmbio amplia a capacidade de comunicação com o mundo e nos coloca em contato com novos idiomas e culturas. O número de executivos que optam pelo intercâmbio em busca desse “plus” na carreira ou uma recolocação vem crescendo. Na EF Brasil, este ano, em comparação com o ano passado, houve um aumento de 35% na procura por intercâmbio, um crescimento de 40% no número de alunos inscritos e um aumento de 7% de profissionais e executivos participantes. “Notamos alguns perfis distintos nesse grupo. Há desde empresários e gerentes a diretores de multinacionais como autônomos e profissionais liberais. O principal motivo dessa procura é comum entre eles: ganhar fluência de forma acelerada para aplicar na sua atuação profissional”, diz Camila Cabral Maranhão, gerente nacional de programas para adultos e executivos da EF Brasil. Grande parte já possui uma base ou proficiência média no idioma, e alguns, em menor volume, já estão em nível mais avançado da proficiência. Mas, segundo Camila Maranhão, desde o ano passado há um perfil novo em destaque – os profissionais em busca de recolocação. “Eles têm pro-curado cursos de maior duração, três meses ou mais, e aproveitam a ocasião para se prepararem para o processo de recolocação, aprendendo ou aprimorando um idioma. Todos esses profissionais, em geral, desejam conviver com adultos no destino e evitam estudar com grupos de adolescentes.”

Segundo Alessandra Brandão, CEO da 2be Study, 50% das pessoas que procuram a agência são executivos entre 28 a 35 anos, que estão em busca de qualificação profissional ou são profissionais de multinacionais no Brasil que procuram programas de estudo e trabalho, línguas e extensão curricular.

Para cada profissional, um objetivo

Com tantas empresas e tantos programas disponíveis, é comum surgirem dúvidas na hora de optar por um deles. A procura por esse tipo de intercâmbio aumentou mesmo em tempos de crise. “As pessoas não deixam de consumir esse tipo de produto porque é um investimento na carreira”, diz Santuza Bicalho, diretora de produtos da Experimento Intercâmbio Cultural.

Cada curso tem o seu diferencial, mas, de maneira geral, oferece ao estudante a possibilidade de aperfeiçoar o conhecimento na língua inglesa no ambiente de trabalho e fazer networking com estudantes de diversas nacionalidades. Entre os principais destinos, estão a Austrália (que permite estudar inglês e trabalhar durante o intercâmbio), Estados Unidos (principais universidades e faculdades do mundo), Canadá (muitas opções de graduação, pós e certificados com valores menores que os Estados Unidos) e Inglaterra (referência em algumas áreas, como Direito e Business).

Fazendo as malas

Na hora de escolher o destino e o programa, o especialista em carreira e educação internacional Marcelo Melo, da IE Intercâmbio, explica que o primeiro passo é definir claramente o objetivo da viagem, seja para aprender um idioma ou obter uma qualificação de nível superior. “O ideal é começar o planejamento com no mínimo três meses de antecedência– mesmo porque, quanto maior a duração da experiência de educação no exterior, maior a antecedência e a reserva financeira. Alguns programas têm exigência de comprovação de renda, nível mínimo de idioma ou vínculo com o Brasil. Seja qual for a escolha do estudante, é essencial que o investimento de tempo e dinheiro seja recompensado com a valorização no currículo”, aconselha. Em seguida, escolha o destino. Nessa etapa, leve em consideração os benefícios e a qualidade do ensino, além das características que a cidade escolhida tem para contribuir na evolução do profissional. Tendo tudo isso em mente, é só começar a se organizar e começar a contagem regressiva para o seu próximo embarque.